quinta-feira, 18 de abril de 2013

ALGUNS DOS MUITOS MOTIVOS PARA SE ADERIR A GREVE NACIONAL EM GOIÂNIA


SINDICATO MUNICIPAL DOS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

Goiânia, abril de 2013.                                                       Srª Secretária Neyde Aparecida da Silva

                                                          O SIMSED, Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia, que pauta suas ações em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade social, vem por meio desta, apresentar algumas das principais reivindicações dos trabalhadores da rede Rede Municipal de Ensino de Goiânia para melhorar suas condições de trabalho. Seguem abaixo questões pontuais e exigimos transparência, diálogo e participação na discussão dos problemas elencados. O que se espera da administração municipal é o comprometimento junto a categoria pela solução das questões levantadas.

1.    Piso Nacional: Reajuste do piso conforme a Lei 11738, aprovada e sancionada no ano de 2008. O menor vencimento a ser recebido atualmente por um trabalhador do magistério em início de carreira deveria ser de R$ 2327,81.

2.    Agentes Educativos: Nos últimos concursos foi exigido o diploma de magistério para esses funcionários, e estes desempenham atividades pedagógicas de suma importância nas unidades educacionais. Estes fatores dão a esta categoria o direito de enquadramento na lei do piso.

3.    Funcionários Administrativos: Esses profissionais querem a data base garantida e valorização salarial real. Além disso, não são respeitados e valorizados pelo poder público enquanto trabalhadores da educação.

4.    Planos de carreira:

A)   Administrativo: não atendeu as demandas da categoria e não está sendo cumprido (mudanças de letra engavetadas);
B)    Agentes Educativos: não há plano de carreira para esta categoria. Exigimos sua discussão, elaboração, aprovação e aplicação;
C)   Magistério: não há transparência da discussão e nem propostas que apresentem avanços. Exigimos discussão de demandas como universalização da regência de classe e do difícil acesso, licenças, progressão anual, entre outras;

5.    Estrutura física das instituições escolares: Maior transparência e investimento em relação a estrutura física das escolas e Cmeis, pois várias destas unidades estão sucateadas. Muitas não possuem quadras cobertas, laboratórios de informática, salas de leitura, pintura e etc.

6. Diretrizes: Discussão ampliada das diretrizes no início do ano letivo. Retorno do planejamento coletivo semanal, discussão do modelo original do ciclo, escola dos administrativos em Janeiro, etc.
  
7.    Autonomia nas escolas: Deliberações devem partir do coletivo tanto discente, docente, administrativos e da comunidade.

8.    Contratos: Que os contratos sejam regidos pela CLT com todas as garantias trabalhistas

9.    Readaptados: Os funcionários readaptados que, por problemas de saúde, saíram de suas funções originais devem ter o direito de participar de cursos oferecidos pela SME para terem acesso às progressões, além precisarem de melhores condições de trabalho.

10. Situação do IMAS: absurda a situação de precarização que se encontra o IMAS. Exigimos, investimento, prestação de contas e reestruturação do IMAS. Ou a adoção de um outro plano de saúde.
            
Sabemos que existem 1001 outras demandas. Elencamos algumas principais para aderir, justificar a paralisação nacional de 3 dias em Goiânia. Esperamos mais contribuições! Entregaremos estas demandas como abaixo assinado na Quarta-feira, dia 24 de abril, durante a manifestação na SME-Goiânia.

A FORÇA DE UM É A FORTALEZA DE TODOS NÓS!

domingo, 14 de abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

SOBRE A PRECARIZAÇÃO NOS CMEIS E O SEU FUNCIONAMENTO NO PERÍODO DE FÉRIAS


O POPULISMO QUE PROMOVE O RETROCESSO NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE GOIÂNIA

            Nós, trabalhadores da Educação do município de Goiânia, estamos estarrecidos com a onda de atitudes autoritárias e projetos populistas adotados pela administração pública municipal, os quais atingem diretamente os trabalhadores desta pasta, além de serem um meio de brincar com a boa-fé da população.
            A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, instituiu a Educação Infantil como a primeira etapa da educação básica. Isso significa que é direito das crianças de 0 a 6 anos frequentar instituições educacionais que realizem um trabalho de formação integral dessas crianças, para que elas adquiram todas as habilidades necessárias, com vistas à  qualidade de vida e ao desenvolvimento de  suas potencialidades, bem como para que sejam  atendidas em suas limitações, de modo que avancem continuamente e tenham uma vida escolar de qualidade.
            Para atender o que solicita a Lei, no município de Goiânia foram instituídos os CMEI’s – Centros Municipais de Educação Infantil, os quais se configuram como o maior avanço da educação municipal  nas últimas décadas. Nessas instituições, até o ano de 2011, o trabalho com as crianças foi realizado por profissionais formados em Pedagogia e Magistério. A partir de 2011, o governo atual decidiu que, para auxiliar o professor, o profissional poderia ser qualquer pessoa com formação de nível médio, o que na prática vem se mostrando um verdadeiro desastre. As pessoas com nível médio que chegam aos CMEI’s atraídas por uma falsa ideia a respeito da facilidade do trabalho acabam por ficarem sem chão, ao perceberem o tamanho da responsabilidade de cuidar e educar crianças de 0 a 6 anos.
            Qualquer leigo reconhece a existência de estudos que comprovam que é nessa faixa etária que formamos os traços principais de nossa personalidade. São nos primeiros anos de vida que construímos a base do que seremos, por isso precisamos de uma formação sólida e múltipla, que se preocupe com todos os aspectos do desenvolvimento: social, psicológico, afetivo, cognitivo, motor...Para tanto, é necessário que haja profissionais solidamente formados e capacitados. Contudo, o que a realidade nos mostra é que as pessoas com formação de nível médio podem até ter boa vontade, mas não têm o conhecimento necessário para desenvolver um trabalho que realmente seja significativo e que promova a formação integral da criança.
            A situação piora muito quando essa pessoa de formação de nível médio atua na condição de contrato especial, pois quem prestou o concurso ao menos teve que estudar algo sobre a proposta da Rede Municipal da Educação; o contrato não! Essa realidade é um desrespeito para com as crianças. Os Direitos das Crianças estão sendo negligenciados pela gestão municipal, que  pensa apenas financeiramente e não no oferecimento de uma educação de qualidade, que é obrigação e dever do Estado, de acordo com a Constituição Brasileira.
            No entanto, esse ainda não é o pior absurdo implantado na educação municipal. Agora, desce do gabinete do prefeito municipal uma ordem que não se coloca para ser discutida e sim cumprida. A ordem impõe que, já nesse ano, dez CMEI’s funcionem nas férias de julho – isso  mesmo, nas férias de julho! Por que as instituições educacionais devem ser responsáveis pelos projetos populistas e assistencialistas do governo? Onde estão as Secretarias de Esporte e Lazer, Secretaria de Cultura e Secretaria de Assistência Social? Por que nas férias esses órgãos não se responsabilizam pelos cuidados com as crianças, promovendo colônias de férias, oficinas de teatro, de brinquedos, ou o que for da sua responsabilidade?Por que colocar mais este peso nas costas dos profissionais da educação?
            Aos jornalistas, pedimos que façam um levantamento nas clínicas de repouso: quantas pessoas estão em tratamento? Quantos são professores ou já foram? Façam um levantamento junto à Secretaria de Educação sobre o número de  funcionários que foram readaptados de função por motivo de doença, considerando que todos nós fazemos uma série de exames para tomar posse e entramos em perfeita saúde na Rede – quantos são esses readaptados? Por que chegaram a essa situação? Façam  um estudo das profissões mais estressantes que existem, as causas desse estresse  e  qual lugar ocupa a profissão de professor. Sei que estes dados existem e são claros para todos. Qualquer pessoa que trabalha num escritório, ou como manicure, gari, vendedor, se passar meia hora numa escola, perceberá o tamanho da nossa responsabilidade, as precárias condições que enfrentamos e o quão duro é nosso trabalho.
            Diante de tudo isso, o governo atual ainda nos impõe ainda mais uma responsabilidade: cuidar das crianças no nosso período de descanso, que merecemos e sobretudo necessitamos para conseguirmos continuar exercendo a profissão por mais 25 ou 30 anos. A situação traz ainda mais um agravante: como garantir a integridade física, psicológica, afetiva, cognitiva de nossas crianças, se nós, profissionais da educação, ficarmos com a nossa integridade física em risco? Como poderemos cuidar das crianças ao longo do ano, se não tivermos momentos para cuidar dos nossos próprios filhos? Como poderemos cuidar, educar e garantir uma boa formação para os filhos de outras pessoas, se os nossos ficarão à própria sorte?!
            Nós, profissionais da educação, não aceitamos que os Centros Municipais de Educação Infantil  tornem-se Colônias de Férias! Somos instituições de Educação, estamos cumprindo nosso trabalho com qualidade. O ensino Infantil de Goiânia é referência no Brasil e no mundo. Não podemos aceitar tamanho retrocesso e desrespeito!

Heliany Wyrta de Oliveira Revignet – Pedagoga, Professora Coordenadora e Profissional da Educação da Rede Municipal de Ensino de Goiânia

domingo, 7 de abril de 2013

DEMANDAS DA RME GOIÂNIA: CARTA DE REIVINDICAÇÕES


            Esta carta (abaixo-assinado) foi elaborada e discutida pelo Comando de Luta e servidores da RME de Goiânia no início de 2011. Escolas foram visitadas e diversos profissionais contribuíram com solicitações, denúncias, reclamações e a assinaram. Na época foram colhidas mais de mil assinaturas, e, com certeza, foi um momento que revelou o clamor da categoria em diversas áreas e ainda pela necessidade da criação de um novo Sindicato. A carta foi entregue para a Secretária Neyde Aparecida em reunião realizada na SME, na esperança que realmente acontecessem mudanças significativas que melhorassem as condições  dos servidores da rede e da Educação Pública no Município. É impressionante como a maioria das demandas (acredito que todas) permanece sem resposta até hoje, demonstrando o desinteresse da SME em atender as reivindicações da categoria. Abaixo segue a carta. Algo a acrescentar?


CARTA DE REIVINDICAÇÕES
COMANDO DE LUTA
TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA

Goiânia, janeiro de 2011.

                                                                               Srª Secretária Neyde Aparecida da Silva

                                                          O Comando de Luta,  composto pelos  trabalhadores da rede municipal de educação do  Município de Goiânia, que pauta suas ações em defesa da educação pública de qualidade, vem por meio desta, apresentar algumas das principais reivindicações da categoria para minimizar a caótica situação em que se encontra a educação no município de Goiânia. Demonstramos aqui algumas questões que prejudicam nossa categoria e o desenvolvimento de uma educação realmente de qualidade. Como é de conhecimento público, realizamos uma greve entre os meses de maio a agosto de 2010, que teve a adesão de 95% da categoria. Essa adesão demonstra o nível de insatisfação diante da rotina estressante que é imposta aos trabalhadores da rede municipal e que tem  causado o  freqüente afastamento dos trabalhadores da educação por problemas de saúde,  levando muitos à readaptação, o que não é justo com os trabalhadores.
Por isso apresentamos a seguir as principais distorções na rede municipal de ensino de Goiânia e para as quais nossa categoria exige uma solução imediata por parte da administração municipal.

1 – Piso Nacional: A Lei 11738 foi aprovada e sancionada no ano de 2008. Ela estabelece um valor mínimo de remuneração para os trabalhadores do magistério municipal. Segundo os cálculos do DIEESE, o menor valor a ser recebido atualmente (valores de 2011) por um trabalhador do magistério é o de R$ 1513,58, conforme a tabela abaixo:

 Reajustes do PSPN segundo a lei 11.738:        
ANO
ÍNDICE
VALOR
2008
-
R$ 950,00
2009
19,2%
R$ 1.132,40
2010
15,93%
R$ 1.312,85
2011
15,29%
R$ 1.513,58

Esse valor é referente ao vencimento do profissional em educação com formação em magistério, em início de carreira, ou seja, o trabalhador que possui o magistério, valores estes que ainda devem ser lançados na carreira para contemplar todos os professores em seus vários níveis de formação acadêmica. Portanto, a prefeitura de Goiânia não está aplicando o Piso Nacional, atuando fora da lei e desrespeitando o direito dos professores.

2 – Agentes Educativos: Exigimos o pagamento do Piso Nacional para os agentes educativos. Nos últimos concursos foi exigido o diploma de magistério para esses funcionários, o que os enquadra na lei do piso nacional. Outro motivo são as atividades pedagógicas que esses desempenham em auxílio aos professores nas unidades educacionais. Para piorar a situação desses trabalhadores, eles não possuem plano de carreira, o que exigimos que seja discutido, elaborado, aprovado e aplicado imediatamente.

3 – Funcionários Administrativos: Esses profissionais sofrem um brutal arrocho salarial, devido à defasagem salarial dos últimos anos. As perdas salariais acumuladas são de mais de 60%. Portanto, exigimos o aumento de 60% do salário dos trabalhadores administrativos. 
Além disso, os mesmos não possuem direito à substituição, pois quando um trabalhador entra de licença a prefeitura não encaminha nenhum substituto para o seu lugar, exigindo que o(s) colega(s) assumam as funções do profissional licenciado, gerando sobrecarga de atividades, que aliada às condições insalubres de trabalho tem provocado um quadro gravíssimo da saúde desses profissionais, causando readaptação de centenas de trabalhadores. O plano de carreira está parado. Exigimos um novo plano de carreira que atenda às necessidades desses trabalhadores.

4  - Enquadramento dos ASHA, FAE , AAA e outros administrativos educacionais em plano de carreira da educação. Dispor número suficiente de vagas para a formação desses profissionais.

5 - Revisão do Plano de Cargos e Salários para Professores e Administrativos e Agentes Educativos: No caso dos professores que seja garantido o retorno ao modelo original do plano, que  previa o aumento de 100% para os professores que tenham doutorado. Em relação dos administrativos que seja feito um plano que contemple a progressão vertical baseada na escolaridade, sendo colocado que os funcionário que tiver mestrado ou doutorado ganhe a mesma porcentagem do professor, pois é preciso estimular o estudo dos trabalhadores indiferente dos cargos que ocupam.
6 - Implementação de laboratórios de informática em todas as escolas até o final de 2011.

7 - Implementação do Modelo Original do Ciclo: O modelo atual não passa de um engodo para mascarar as estatísticas de reprovação e aproveitamento dos alunos, haja visto que há número reduzido de professores, falta de coerência entre o desenvolvimento dos alunos, “acompanhamentos” e “reagrupamentos”.

8 - O direito a licença para aprimoramento automática e sem restrições

9 - Autonomia nas escolas: Deliberações devem partir do coletivo tanto discente, docente, administrativos e da comunidade.

10 -  Os acréscimos de carga horária sejam creditados todos os meses na conta dos profissionais com direito à 40 horas e casos semelhantes: Atualmente quem tem acréscimo o perde em janeiro e julho.

11 - Que os contratos sejam regidos pela CLT com todas as garantias trabalhistas.

12 – Fim das perseguições políticas: A professora Rosângela Ferreira Braga dos Santos e o professor Renato Coelho sofrem perseguição por parte da prefeitura de Goiânia por terem participado ativamente do movimento grevista.

13 – Exigimos o pagamento das dobras no mês de janeiro, assim como o pagamento do 13º dos trabalhadores efetivos que dobram e aqueles com contratos provisórios.

14 – Exigimos a incorporação da gratificação de regência e de difícil acesso ao vencimento: Quando o funcionário se aposenta, perde esse benefício, devendo se respeitar os direitos adquiridos.

15 – Exigimos o retorno do planejamento coletivo semanal: Essa é uma medida que permite o bom desempenho das atividades pedagógicas dentro da unidade escolar, pois é necessário o momento de avaliação coletiva dos profissionais sobre a sua prática cotidiana.

16 – Melhores condições de trabalho e regularização da situação trabalhista dos funcionários readaptados.

17-  Os funcionários readaptados que, por problemas de saúde, saíram de suas funções originais devem ter o direito de participar de cursos oferecidos pela SME para terem acesso às progressões.

18-      Discussão das diretrizes antes do início do ano letivo com todo o corpo docente e funcionários administrativos da RME: As diretrizes estão colocadas de forma autocráticas pela SME



sexta-feira, 5 de abril de 2013

CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO PÚBLICO: SITUAÇÃO DO IMAS


             O Simsed não está insensível aos absurdos acontecidos e enfrentados pelos usuários e credenciados no Imas. No dia 28/02/2013 ás 16:04, foram protocoladas no Ministério Público de Goiás (MP) a Carta aberta (que segue abaixo) e a petição com as assinaturas de alguns usuários. O número de protocolo é 201300081907. É importante o constante contato  e cobrança junto ao MP e a anexação de mais reclamações de denúncias da situação do IMAS no mesmo protocolo, já que usualmente o MP trabalha mediante pressão coletiva. O endereço do MP é: rua 23, esq. com Av. Fued José Sebba, Qd. 06, Lts. 15/25, Jardim Goiás, CEP: 74805-100, Goiânia-Goiás. Fone: 32438000.


CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO PÚBLICO DE GOIÁS


            Vimos por meio desta, pedir ao Ministério Publico de Goiás, que se sensibilize com a situação dos servidores públicos de Goiânia, diante da grande dificuldade em se conseguir um atendimento digno pelo Plano de Saúde IMAS, tendo em vista que todo servidor público tem rigorosamente descontado de seu salário , percentual calculado de acordo com seus ganhos   e que infelizmente não tem tido um atendimento adequado. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde) o prazo Máximo de espera para uma consulta eletiva com médico, clínico, pediatra, ginecologista ou cirurgião é de sete dias, no entanto devido à escassez de médicos “ainda” credenciados no plano de saúde, é comum esperar até 15 dias por uma consulta, que nem sempre é realizada com um profissional de sua confiança, haja vista que nem se consegue criar uma relação médico paciente, utilizando um convênio com tão poucas opções.
            Outra questão que deixou os servidores apreensivos, foi a vinculação em jornal de grande circulação (matéria em anexo do dia 08/02/2013), do pedido de descredenciamento de sete hospitais de grande porte em Goiânia junto ao IMAS, já que segundo a fala do próprio presidente da associação dos hospitais, os mesmos respondiam por 80 por cento dos atendimentos aos usuários do convênio. Pensar nesse quadro em período de carnaval, que é bem caótico na saúde, ainda com um surto de dengue acontecendo, nos leva a crer que a necessidade de se verificar o que está acontecendo com esse plano de saúde é uma questão de grande relevância.
             A proposta levantada nesse documento não tem objetivo de acusar quem quer que seja, mas a busca de dar uma solução a este triste quadro que vem sendo pintado na saúde do Município e Estado. Pensar em ter de utilizar o serviço do SUS causa um verdadeiro pânico em cada um, haja vista que os CAIS de Goiânia estão superlotados com casos de dengue, e sofrendo com toda sorte de falta de materiais básicos (copo, seringa, máscara, luvas e já foi presenciado até lamina de bisturi aberta sendo utilizada por 4 dias seguidos). Sobrecarregar mais ainda o serviço Público com o servidor do município é um contra senso.  
            No dia seguinte a vinculação da matéria informando o descredenciamento desses hospitais, o município entrou em acordo com os prestadores e parcelou sua divida, afirmando que o atendimento vai voltar à normalidade (ver matéria em anexo do dia 09/02/2013), no entanto a normalidade do IMAS não é sinônimo de “qualidade”, então chegamos ao ponto central da nossa cobrança frente a este órgão , que consideramos ser a vós do povo goiano sendo ecoada na sintonia da lei.

VAMOS EXIGIR TRANSPARÊNCIA E MORALIDADE NA GESTÃO DO IMAS!



quarta-feira, 3 de abril de 2013

DO COMANDO DE LUTA AO SIMSED


Com o encerramento da combativa greve dos trabalhadores da educação no ano de 2010, um grupo de trabalhadores (que não se conformam com as injustiças o descaso do poder público com a educação e os trabalhadores) resolveu fundar uma alternativa ao peleguismo e traição sindical promovida pela diretoria do Sintrego no curso da greve. Os trabalhadores que haviam participado do Comando de Greve perceberam a necessidade de continuarem organizados e depois (da traição da diretoria do Sintrego no dia 19 de agosto de 2010, acabando com uma greve forte e decisiva, em reunião no mesmo dia  resolveram criar o grupo Comando de Luta.
 No mesmo ano em setembro realizamos  um seminário de dois dias para (decidirmos o rumo do Comando de Luta.) O entendimento firmado coletivamente nesse seminário foi que os direitos dos trabalhadores são conquistados e garantidos somente com a luta de classes. Essa organização passou a defender e propagandear a inexistência de uma solução milagrosa para salvar os trabalhadores, que “a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores” (Marx, 2010). Foi com essa vontade de resolver os problemas e organizarem-se que foi criada essa organização em defesa da educação e das lutas populares. Não bastava ficar esperando eternamente a representatividade de um sindicato sujo até a medula com os seus acordos eleitoreiros ou ficar criticando sem fazer nada nos locais de trabalho, era preciso tomar uma atitude para a organização e luta da categoria e dos trabalhadores.
O Comando de Luta foi formado por trabalhadores de todas as categorias da educação, professores, funcionários administrativos e trabalhadores de Cmei's. Pessoas que realmente estavam sofrendo os problemas no seu local de trabalho, que não haviam sido consumidos pela burocracia ou pelo peleguismo.

Luta em 2010

Desde a sua criação o Comando de Luta não ficou parado, organizou inúmeras ações em defesa dos interesses da educação pública de qualidade e dos trabalhadores da educação. A primeira grande luta travada se deu em setembro de 2010, contra as perseguições aos trabalhadoras que haviam sido ativos na greve. O Comando de Luta se concentrou contra a perseguição da diretora Cristina da Escla Castorina Bitencourt, que havia sido afastada do cargo em função do seu apoio ao movimento grevista. Foram feitas reuniões com representantes da secretaria de educação, panfletagens em escolas e Cmei's, terminais de ônibus e universidades, denunciando todo o abuso da prefeitura. Foram distribuidos cerca de 15 mil panfletos pela cidade. Devido a ação do Comando de Luta, a diretora conseguiu retornar ao seu cargo.
Uma importante e inédita ação foi realizada logo após o encerramento da greve. Conseguimos fazer um jornal da categoria, retratando as perspectivas da luta classista. Vários trabalhadores produziram artigos, demonstrando a necessidade desse material para a categoria. O Comando de Luta conseguiu enviar e visitar vários locais de trabalho com esse material.
Durante o ano de 2010 o Comando de Luta conseguiu organizar várias manifestações. No dia do professor foi organizado uma manifestação com panfletagem na Praça do Bandeirante. Com um carro de som e muitos panfletos (cerca de 3 mil), foi denunciada a situação da educação pública e foi cobrada uma posição do governo.
No desfile cívico comemorando o aniversário de Goiânia, no ano de 2010, ocorreu uma outra manifestação, onde foi erguida faixas e cartazes na frente do palanque em que estava o prefeito e o governador. No mês de novembro de 2010 foi realizada uma panfletagem na atividade do “Baú Mágico”, onde foi distribuida cerca de 1000 panfletos denunciando a situação de precariedade da educação municipal. No mês de dezembro o Comando de Luta participou de uma audiência pública sobre a criação de CMEI's 24 horas, onde o Comando denunciou a situação de precariedade dessas instituições e o descaso com os agentes educativos. No início de dezembro foi  organizado um ato na secretaria de educação, onde ocorreu a ocupação da sala da secretária de educação cobrando melhoria nas condições de trabalho e valorização dos trabalhadores.

Lutas em 2011

Dessa ocupação ocorrida no final do ano de 2010, o Comando solicitou uma reunião com a nova secretária de educação, Neyde Aparecida, com o objetivo de apresentar as reivindicações dos trabalhadores em educação. Foi elaborado coletivamente pela internet uma carta de reivindicações com inúmeros pontos onde foi cobrada uma posição sobre os principais problemas dos trabalhadores. O Comando de Luta conseguiu visitar mais de 80 escolas e CMEI's e recolheu um abaixo-assinado em que conseguiu milhares assinaturas (1171) dos trabalhadores da rede.
A reunião com a secretária Neyde ocorreu no dia 24 de janeiro de 2011 onde foi entregue o abaixo-assinado e exigido que as reivindicações dos trabalhadores fossem atendidas. Essa reunião foi totalmente diferente, pois ao invés de receber uma comissão reduzida, o Comando de Luta pressionou para que a secretária Neyde recebesse todos os trabalhadores presentes no auditório da SME, onde foi possível sabatinar a secretária e exigir o cumprimento dos direitos dos trabalhadores.
Em março de 2011, devido as lutas que o Comando de Luta estava promovendo, foi convidado para um debate na calourada da UFG, promovida pelo DCE e pelo CA de pedagogia. Foi um debate em foi possível levar as nossas ideias para os futuros professores, os estudantes de pedagogia.
Em Abril ocorreu grande luta política no Comando de Luta, pois iniciou um debate sobre a necessidade de fundação de um novo sindicato na rede municipal. Vários membros travaram debate, o que levou ao rompimento dos militantes do Movaut com o Comando de Luta.. Várias lutas políticas foram travadas na internet e em panfletos e posições foram reafirmadas. No final do debate ocorreu grande amadurecimento político do Comando de Luta.
No mês de maio de 2011 aconteceu uma paralisação nacional organizada pela CNTE. O Sintego não organizou nada em Goiânia, alegando que a prefeitura estava cumprindo o Piso Salarial e o direito dos trabalhadores. O Comando de Luta, nadando contra a corrente, bancou a paralisação, conseguindo adesão massiva dos trabalhadores da rede municipal. Fizemos um ato na frente da Secretaria de Educação no dia 11 de maio. A manifestação contou com cerca de 300 pessoas e todos os manifestantes foram recebidos pelo padre Prim.
No dia 17 de maio a diretoria do Sindigoiânia organizou uma assembleia. O Comando de Luta enviou representantes para essa assembleia. Como sempre, uma assembleia desmobilizada em que participou apenas a cúpula do sindicato. A diretoria do Sindigoiânia tratou de forma truculenta os membros do Comando de Luta, ameaçando de agressões físicas e não abriram nenhuma intervenção para a categoria falar. O Comando de Luta fez a sua primeira intervenção aberta contra a diretoria do Sindigoiânia.
No dia 25 de maio o Comando de Luta participou de uma assembleia convocada por uma associação dos trabalhadores administrativos ligada ao Sindigoiânia. Novamente boicotaram a fala dos membros do Comando, tentaram tomar o microfone, mas foi possível fazer uma panfletagem. Como era previsível, depois de ganharem um cargo na diretoria do IMAS, o Sindigoiânia entregou a luta depois de um acordo que não trouxe mudança alguma para a categoria dos administrativos.
No mês de maio surgiu um vídeo na internet de uma professora do Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel, que denunciava a situação da educação pública em seu estado. Essa professora convocou uma paralisação nacional em defesa da educação para o dia 31 de maio. Em Goiânia o Comando de Luta realizou essa paralisaçao, com adesão de mais de 30 escolas. Foi realizada uma paralisação com a presença de mais de 300 pessoas na porta da Secretaria de Educação.
Em maio, em represália as mobilizações do Comando de Luta, a diretoria do Sindigoiânia tentou intimidar alguns militantes da luta classista. Os pelegos abriram uma denúncia contra três membros do Comando de Luta, alegando que haviam sido ofendidos por um panfleto e um e-mail que os chamava de pelegos. Ocorreram as audiências judiciais e os membros do Sindigoiânia perderam.
No mês de junho de 2011 o Comando de Luta entregou panfletos na assembleia dos trabalhadores da educação do estado, reafirmando o seu compromisso com a luta dos trabalhadores e o apoio a organização de uma greve na rede estadual. A diretoria do Sintego tentou boicotar a fala dos membros do Comando de Luta, mas não conseguiram, a categoria exigiu a fala para o Comando de Luta. Vários panfletos foram entregues nessa assembleia.
No mês de Junho de 2011 o IMAS apresentava graves problemas, com vários hospitais descadastrando do plano. O Comando de Luta organizou uma manifestação em repúdio a politicagem no IMAS e cobrando melhoras. Foi formulada uma carta de reivindicações na internet sobre os pontos de desagravo da categoria com o instituto. Os trabalhadores se concentraram na Praça do Bandeirante, realizaram uma panfletagem junto à população e depois foram em marcha até a sede do IMAS. Os trabalhadores foram recebidos pelos diretores do IMAS, que receberam as suas queixas.
No mês de julho de 2011 ocorreu um encontro da SBPC em Goiânia. Na abertura do evento estava presente toda a comunidade científica nacional, ministros de Estado, o prefeito de Goiânia, o governador e outras autoridades. O Comando de Luta levou faixas em defesa da educação e conseguiu realizar uma manifestação na abertura do evento.
No mês de outubro realizamos uma nova manifestação no aniversário de Goiânia.
No mês de outubro iniciou uma grande mobilização no meio dos trabalhadores administrativos relativo ao plano de carreira da categoria. O Comando passou nos locais de trabalho e mobilizou os administrativos para discutirem e se informarem sobre o plano que estava sendo aprovado na calada da noite, sem conhecimento da categoria. Várias manifestações foram realizadas sobre esse tema.

Lutas em 2012

No início do ano de 2012 participamos das assembleias dos trabalhadores do estado e apoiamos várias lutas organizadas por esses trabalhadores, como panfletagens em terminais e manifestações. Ajudamos na consolidação do grupo Mobilização dos Professores de Goiás (MPG), repassando a nossa experiência com a greve da prefeitura do ano de 2010.
No mês de março de 2012 organizamos uma paralisação em Goiânia de 3 dias. Essa manifestação havia sido convocada pela CNTE e o Sintego não tinha o menor interesse em organizar. A paralisação foi vitoriosa e conseguimos reunir vários trabalhadores nas ruas. Em apoio a greve do estado fizemos a ocupação da sede do jornal Diário da Manhã.
No mês de abril iniciamos as discussões para a fundação do sindicato. Fizemos várias reuniões para discutir o estatuto da nova entidade. Depois organizamos reuniões com a categoria, seminários e discussões na internet.
No mês de maio participamos da mobilização contra a corrupção do governo Marconi Perillo. Fomos com faixas pelas ruas e ajudamos a construir as manifestações, que contaram com centenas de participantes de vários movimentos populares.
No mês de maio e junho fizemos várias reuniões com as agentes educativas, reforçando o nosso posicionamento de enquadramento dessas trabalhadoras como trabalhadoras da educação, com equivalência do professor PI. Muitas trabalhadoras auxiliares de atividades educativas ingressaram com um processo judicial para conseguir esse enquadramento profissional.
No mês de junho anunciamos o nosso apoio ao acampamento JK, uma ocupação urbana surgida na região noroeste de Goiânia. Participamos de várias atividades nesse acampamento, inclusive da reunião que batizou o acampamento como Pedro Nascimento, uma das vítimas do Parque Oeste Industrial. Ajudamos na criação de um comitê de apoio a essa ocupação.
No mês de agosto ocorreu uma semana de Jornada Pedagógica da prefeitura. O Comando de Luta, através de dois membros, escreveram um mini-curso nessa atividade para avaliar sobre o Ideb. Foi um momento muito proveitoso onde pudemos aprofundar sobre algumas políticas públicas em curso na educação brasileira e goianiense.
No mês de outubro realizamos uma nova manifestação no aniversário de Goiânia. Em sua articulação com outros movimentos sociais, fizemos uma manifestação em conjunto com os organizadores da marcha da liberdade. Foi um momento muito importante, onde conseguimos a manchete de todos os jornais escritos e televisivos.
No mês de novembro ocorreu mobilização nos locais de trabalho para a criação do sindicato municipal. No dia 08 de dezembro aconteceu a vitoriosa assembleia de fundação do Simsed na Faculdade de Educação da UFG.

Conclusão

Todas essas ações demonstram que a categoria dos trabalhadores da educação está decidida a continuar organizada e em luta, que não deve se abaixar diante das injustiças e dos desmandos dos governantes, pois a principal lição tirada da luta é que a união é a grande força dos trabalhadores da educação. Por isso, ajude o Simsed. Ele não é meu e nem seu, ele é nosso, pertence a categoria e devemos lutar para fortalecê-lo.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

ESTATUTO DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA E PLANO DE CARREIRA DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA

Conheça seus direitos. Abaixo segue o link para o atual ESTATUTO DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA E PLANO DE CARREIRA DOS SERVIDORES DO MAGISTÉRIO PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA. Lembrando que o estatuto está para ser alterado de maneira, no mínimo, estranha. Estamos atentos!

http://www.goiania.go.gov.br/download/smarh/estatuto_magisterio.pdf