domingo, 10 de junho de 2018

URGENTE: (terça, 12/06, às 9 h, na Câmara) IRIS QUER DESARQUIVAR A REFORMA MUNICIPAL DA PREVIDÊNCIA!





O prefeito Iris Rezende ainda continua com a intenção de golpear o servidor público. Para isso, vai tentar desarquivar o projeto de Reforma Municipal da Previdência. Para ele conseguir o desarquivamento, vai precisar do voto de uma maioria simples dos vereadores, ou seja, 18 votos. A voto dos vereadores será aberto e temos condições de saber o nome de todos os vereadores que forem favoráveis ou contrários.

O prefeito fez o pedido pelo desarquivamento na última sexta-feira, dia 08/06, às 15:30 h, e por isso estamos correndo contra o tempo para mobilizar o servidor público. O SIMSED já está mobilizando de imediato os servidores para essa batalha. É muito importante a presença dos servidores públicos na terça-feira, data em que provavelmente será colocada em votação, que será aberta, com o nome de todos os vereadores que forem favoráveis ou contrários. Mobilize a sua instituição, pois não podemos permitir mais esse golpe contra o servidor público municipal.


TERÇA-FEIRA, dia 12/06, às 9 h, na Câmara Municipal de Goiânia.

terça-feira, 5 de junho de 2018

REUNIÃO DO SIMSED – DIA 09/06 (sábado), às 8:30 h, na Faculdade de Educação



O SIMSED convida todos os trabalhadores da educação do município de Goiânia para uma importante reunião nesse próximo sábado. Diante de tantos ataques dessa Administração, precisamos nos organizar para construir a nossa luta.

VIVA A REVOLTA DOS CAMINHONEIROS





O movimento dos caminhoneiros vai marcar a história do povo brasileiro, devido a magnitude que adquiriu sua luta. Esse movimento precisa ser compreendido e principalmente saudado pela audácia, combatividade e persistência que tem demonstrado até o momento.


O aspecto central da luta dos caminhoneiros foi o fato dela escancarar as políticas do imperialismo que atualmente estão em curso no país. No caso do petróleo e seus derivados, o governo Temer fez de tudo para beneficiar as grandes petrolíferas, isentando-as do pagamento de trilhões de impostos, entregando o pré-sal, portanto, aprofundando a relação neocolonial do Brasil com o imperialismo.


Para piorar a situação, o presidente da Petrobrás, que é um quadro do imperialismo ianque, estabeleceu uma política de preços de acordo com a variação do dólar, provocando sucessivos aumentos. Além do mais, ele aumentou a exportação de petróleo, que é refinado nos Estados Unidos e depois importado para o Brasil. Toda essa política de Pedro Parente e Temer beneficia apenas os acionistas da Petrobrás, as grandes petroleiras (sete irmãs) e a oligarquia financeira, sacrificando os interesses do Brasil e de seu povo.


Esse movimento grevista foi desencadeado pelos caminhoneiros, que se opuseram à política de preços da Petrobrás e puseram em cheque os interesses do imperialismo. O Estado respondeu de forma brutal e repressiva, colocando o exército e as polícias para reprimirem os piquetes, com cassetetes, bombas e prisões. Toda essa repressão do governo foi acobertada pelos monopólios dos meios de comunicação, que fizeram várias reportagens criminalizando os caminhoneiros e mostrando o caos que a greve estava provocando com o desabastecimento das cidades, com o intuito de jogar as pessoas contra o movimento grevista.


Por outro lado, diferente do que alguns dizem, ocorreu foi uma onda de solidariedade aos caminhoneiros, desde pessoas que iam doar alimentação aos grevistas nos piquetes, a inúmeros atos e manifestações ocorridas em várias cidades brasileiras em apoio a essa greve. Quem não aderiu ao movimento, para que ganhasse mais densidade, foram as centrais sindicais, que não convocaram uma greve geral. Isso ocorreu por inúmeros motivos políticos e eleitoreiros, não em defesa dos trabalhadores. Esse poderia ser, de fato, o apoio ativo da população, a organização da greve geral.

Os caminhoneiros deram um grande exemplo e conseguiram paralisar o Brasil. Diferente da tese defendida pelo governo, pelos meios de comunicação e setores do oportunismo, essa greve não foi um lockout, ou seja, paralisações impostas pelos patrões. Também não foi um movimento espontâneo, pois ele foi definido, organizado, preparado e executado após assembleias dessa categoria que convocou essa paralisação geral. Portanto, a luta foi organizada, não ocorreu de forma súbita, do dia para a noite, não surgiu a partir de um momento em que iluminadamente todos despertaram a consciência de classe e saíram para a luta. Foi a partir desse impulso e dessa convocação que a luta ganhou força e se estendeu pelo país afora, com de vários piquetes de caminhoneiros e apoiadores. Todas as insatisfações acumuladas foram o combustível para a revolta dos caminhoneiros a o desencadeamento desse movimento grevista. Pode até ter existido empresários do transporte que apoiaram o movimento com o intuito de garantir benefícios tributários, porém, a questão central não foi essa, e sim o impacto direto sobre os custos do transporte, principalmente sobre os caminhoneiros autônomos, que estavam questionando a política de preços da Petrobrás e foram  a vanguarda do movimento. Portanto, não muda em nada o conteúdo e crítica fundamental em relação a  participação empresarial.


Por último, sobre a pauta de intervenção militar ou preparação para o golpe. Primeiro, é preciso esclarecer que estamos vivendo uma situação de intervenção militar preventiva, que tem como balão de ensaio a intervenção no Rio de Janeiro. Isso significa que o exército está cada vez mais ganhando força política e militarizando a vida social no Brasil, com o objetivo de garantir a ordem, ou seja, a estabilidade do sistema de poder e econômico. Portanto, não é o movimento grevista que impulsiona essa intervenção militar preventiva e sim a profunda crise econômica e política que vivemos.

Claro que alguns setores de direita conseguiram adentrar ideologicamente no seio dos caminhoneiros durante os últimos anos. Diante dos sucessivos aumentos nos preços do diesel, que aliado a insatisfação geral, esses mesmos setores de direita, que se encontram no seio dos caminhoneiros, começaram a pregar que a solução para o país é a moralização do Estado, que só será  conseguida através de uma intervenção militar. Esse discurso encontrou uma relativa força e em vários piquetes era possível ver faixas em defesa dessa bandeira, porém, na maioria dos casos, não era uma posição clara em defesa da ditadura de 64, mas  muito mais um pensamento ingênuo de que o exército é uma instituição neutra e honesta, que poderá  retirar os políticos do poder, restaurando a soberania popular, acabando com a corrupção e dando uma ordem ao país, principalmente combatendo a quadrilha do Temer. Porém, isso não passa de uma ilusão, pois o exército vai garantir a permanência do governo Temer até o fim e vai manter a ordem para o imperialismo e exploração do povo brasileiro, pois ele também é um serviçal do imperialismo, da grande burguesia e dos latifundiários. Esse fato só revela um desconhecimento de muitos sobre o que aconteceu durante o regime militar, sendo necessário esclarecer que os militares nunca tiveram ao lado do povo, sempre governaram para as classes dominantes e para o imperialismo. Também demonstra que os revolucionários precisam atuar no meio dos caminhoneiros e dos trabalhadores, travando a luta ideológica, esclarecendo e desmascarando as teses reacionárias e antipovo, pois elas não não servem para dar uma resposta e solução para os problemas do Brasil.

Os motivos que levaram a essa greve continuam presentes. O governo Temer não recuou em sua política contra os trabalhadores e o povo brasileiro. Ao contrário, o governo Temer já anunciou que vai cortar recursos da saúde e da educação para pagar a suposta “conta” provocada pelos subsídios à Petrobrás. Porém, os brasileiros não têm conta nenhuma para pagar, pois a Petrobrás precisa servir aos interesses do povo brasileiro e não de seus acionistas ou das grandes petrolíferas. Com o apoio dos monopólios dos meios de comunicação, estão justificando toda a repressão contra o movimento e vão tentar jogar nas nossas costas toda a conta. Em breve, o preço da gasolina e do óleo diesel tendem a aumentar, e se não resistirmos e mudarmos os rumos das coisas, iremos continuar cada vez mais explorados para beneficiar meia dúzia de parasitas.


O movimento já teve uma importante vitória política com a derrubada de Pedro Parente da presidência da Petrobrás e com o congelamento temporário do aumento do diesel. Temos que organizar os trabalhadores para uma greve geral que revogue todas as contrarreformas e impedir toda a exploração contra o povo brasileiro.